quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Poesias que não debutam nem dançam...


GERAÇÃO GENUÍNA

Gerados em larga escala, na escola de duas medidas.
Operados para desarticular a balança de duas medidas.

Gerados pela desigualdade de uma injustiça genuína. 
Considerados injustiçados pelo caos que tanto contribui.
Com o agravamento da destruição encerrada na ruína.
Operados pela responsabilidade que o futuro lhes atribui.

Criaturas geradas no ventre incerteza,
Criaturas operadas pelas dúvidas possíveis.
Aviso importante, não entre sem ter certeza,
De que está sendo visto por olhos invisíveis.

Geração que não ignora as leis que lhe regem,
Com amor, saber e poder dos que agem.
Interação que não piora os que se elegem,
Como defensores daqueles que não reagem.

Geração que não despreza a sua valiosa fala.
Na escala social que menospreza quem reza ou cala.

Geração protagonista da história atual,
Em defesa das causas reveladas justas.
Na mesa em que as faltas são injustas,
Sobram motivos a se opor ao contratual.

Eis as leis do fim da ruína decretado pela causa genuína.


HOSPEDEIROS DE PARASITAS

O parasitismo habita em muitas mentes,
Sem sequer ser percebido pelo hospedeiro.
O parasitismo apita até deixá-las dementes,
Sem querer ser despedido do habitat derradeiro.

Quando muito copulam o corpo manipulam
Manipulam o corpo quando muito copulam.

Hospedes indesejados, invasores que querem ser cortejados.
Além de não serem festejados se recusam a pedir perdão por essa incômoda invasão antes de serem esquartejados.

As mentes não são esgotos para canalizarem merda mental.
Dementes não são os zigotos de uma espécie experimental.

Hospedeiros de parasitas mentais,
Por não ocuparem os cômodos da mente.
Hospedeiros de parasitas mentais,
Por não se preocuparem com os hospedes da mente.

Habitações feitas sem pedidos de licitações.
Íntimas invasões feitas sem prévias citações.
Habitantes que sofrerão as tais implicações.
Incitadas em meio às diversas complicações.

Não dê hospedagem, nem abra sequer uma passagem,
que abrevie a viagem ou alivie o peso qualquer bagagem,
contida em cada parasita mental considerado uma bobagem.

IGNORÂNCIA INVOLUNTÁRIA

Apenados pela imposição humana do saber.
Não é qualquer posição profana do conceber,
que é capaz de convencer com ditos de saber.

A cultura popular é um abismo vazio a se pular.
O fundo do poço é só o lugar onde se quebra o pescoço.
A sepultura nunca foi um solo infértil para se copular.
Afundo na sabedoria contida nas reações do alvoroço.

A agitação sobre o ignorado,
Aceitação de qualquer explicação.
O saber devia ser melhorado,
Opiniões embasadas sem complicação.

Baseados numa teoria impossível de ser explicada.
Em meados do terceiro milênio a sabedoria será resgatada.
Baseados numa categoria passível de ser aplicada.
Em meados do atual milênio a ignorância será desengatada.

Os homens só não são tão sábios,
 por não saberem usar seus lábios.
Eles só não pararam de executar,
porque nunca souberam escutar.

Os lábios só serão silenciados,

para os ouvidos não licenciados


A indústria da ignorância tenta manter o povo alienado.

Enquanto a industria do saber alenta o poder do novo reinado.

Os sábios são os que sabem ser e os néscios não sabem o que são.


JUVENTUDE JORNALÍSTICA

Jovens que vem documentar diversos ângulos da história.
Juventude informada que vem mostrar à que veio.
Jovens que vem sacramentar os versos aos pulos na memória.
Juventude virtuosa que não vem em nome de um devaneio.

Jovens conscientes da necessidade pro médico dos pacientes.
Bens conscientes da necessidade de informar os mais eficientes.

Juventude jornalística em meio à nossa origem mística.
Jornalistas que examinam as minúcias das pistas.
Jornalistas que determinam as listas e seus relatos.
Jornalistas que examinam os fatos e ignoram os boatos.

Jornalismo juvenil sutil na viagem chamada idealismo.
Jornalismo que renuncia uma maquiagem do realismo.

Jornalismo observado sobre um vasto e imparcial panorama.
Jornalismo que denuncia os tributos do abuso que derrama.
A lama imunda que macula a honra da nossa verdade histórica.
A má fama que circula na hora da seriedade da nossa retórica.

Juventude jornalística que contraria a falsa estatística.
Virtude ritualística que traria um jornalismo instrutivo.
Juventude jornalística  que contraria a falsa estatística.
Virtude ritualística que traria um idealismo construtivo.

Juventude jornalística, juventude vacinada,
 contra a mentira ritualística,
em nome da verdade raciocinada.
                                                       LUTO

Abnegamos da tirania de um poder arrogante e absoluto.
Negamos a soberania de um poder ignorante que evoca o luto.

Anunciamos a moratória dos impostos arquivados.
Renunciamos a oratória dos indispostos e esquivados.

Eu sou da legião unificada e temperada pela opressão.
Estou em luto em nome das vítimas dessa maldita repressão.
Luto contra a pedância do poder humano absoluto.
Luto contra a arrogância do poder no engano soluto.

Luto contra um verbo astuto que quer ludibriar todo o povo.
Luto contra um verbo astuto que quer sombrear a luz de novo.

Luto contra a ditadura imposta pela guerra de Kosovo.

Luto contra um verbo prostituto,
Que quer agourar a gema do ovo.
Luto contra um verbo substituto,
Que quer degenerar a causa que promovo.
Luto contra uma postura que não gosta,
Dos frutos da terra os filhos do povo.

Anunciamos a vitória de um luto que nunca será arquivado.
Pronunciamos a história do absoluto que ficará esquivado.

Renunciamos a memória de um luto muito lamentável,
Mas não abriremos mão da vitória do povo convocado.
Pois o luto é a causa e o efeito do rentável equivocado.
Luto no ultimato ao anonimato.

 Poesias produzidas há quinze anos atrás, 2001
Aos vinte anos essa era a tônica do meu pensamento
Tenho consciência da atualidade deste conteúdo e espero que sirva para mostrar que o descontentamento é antigo e agora que vai ser pedreira.


 

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Absurdo é banqueiro fazer greve

Abolição Brasileira Contratual Ditadura Econômica Financeira.



CARTA EM BRANCO

Caros companheiros de luta, guerreiros da vitória absoluta.
Como pudemos chegar a este ponto.
Oposto ao plano que estava pronto.
Faremos tudo para salvar o futuro
caso contrário vamos matercinar a terra?
Seremos todos habitantes do escuro
se não pararmos de patrocinar a guerra!

As cartas de paz continuam em branco,
As mortes geram muitos juros em banco!
Enquanto essa guerra trouxer lucro,
o homem nos enterra no seu sepulcro!
Carta em branco, Dinheiro no banco.
A apologia armamentista da discórdia,
é a chaga aberta da guerra no planeta!
A ideologia pacifista da misericórdia,
é a saga certa na terra vista da luneta!

Para que acumular dinheiro na mortalha,
se a morte irá cobrar tudo que a vida lhe deu?
Para que instigar mais uma inútil batalha,
 se a sorte não dobrar tudo que o juros rendeu?
Acumula feita uma mula sua preciosa carga,
que pula ao passo que entreva sua coluna!
A sua seita seguirá fria e sempre amarga,
Apenas por tentar fazer da vida uma aluna!
Aluna que quer humilhar a mestra.
Simboliza a atual arrogância humana
Que cria a circunstância que seqüestra.
A dignidade de toda a humanidade.
DOGMATA

Autoridade opressora do pensar.
Autoridade opressora do saber.
Autoridade opressora do sentir.
Autorizada a mentir em nome da verdade.

A hierarquia humana inquiridora,
Não serve ao eterno, pura impostora.
Prega a retidão mas não mantêm a postura.
Rega a muda da verdade numa fonte impura.
Fariseus, Saduceus,
Não Somos Seus.
A  hipocrisia  cria  uma  falsa  poesia,
que não ensina, mas fascina vossa alma.
A poesia do dogma que acusa heresia,
agoniza porque assassina nossa calma.
A poesia que gera azia,
em quem engole absurda heresia

A santa ordem entrou em colapso,
até que as coisas voltem a ser primeva.
O filho do homem foi entregue ao lapso,
até que se esclareça o mito de Adão e Eva.
Conceitos arcaicos distorcem preceitos judaicos.
O clero ao que não quero servir é de intenção suspeita,
pois a crença que lhes rege é de uma barbárie primata,
que amaldiçoa o sustento eterno da sagrada colheita.
o dogma que tanto nos mata é de autoria anonimata.

seremos servos da hipocrisia de uma crença obsoleta,
que nos impede de alçar vôo como uma bela borboleta?

A crença que mata é chamada dogmata.
ESCURA LOUCURA

No começo tudo parece ser sensato,
mas depois tudo parece insensatez.
 Mas não se engane com a simples sensação,
de que não encontrará o que tanto procura.
Então não nos iluda com a maldita ilusão,
de que não há solução para a nossa loucura.
Não cairemos na loucura  humana.
Não cairemos na treva que emana.
Não cairemos na escura  loucura.
Não cairemos num leito sem cura.
Não se entregue à mera sombra da mãe luz,
Enquanto o sol brilhar o seu oficio produz.
 Então não se entregue a lombra que conduz,
Seus santos cordeiros ao sacrifício na cruz.
É pura loucura uma crença que procura
na hierarquia obscura uma cura luminosa
É pura loucura uma crença que procura
    na anarquia dos espinhos ignorar a rosa.
Entretanto a sanidade pode ser um espinho,
no momento que a cupidez consome a lucidez.
Então não adianta ser só são e não ter a visão,
de que está à procura da loucura ou da cura.
O que você procura é a loucura ou a cura?
Se o que você procura é a cura da loucura:
nunca cairemos do estado de graça.
nuncairemos no estado de desgraça
 não cairão, portanto se elevarão
da doença à saúde, do pecado ao perdão.
não cairão, portanto se elevarão
do  azar à sorte,  e  da  morte à ascensão. 
FÚRIA SOCIAL

Aflitos por uma circunstância crucial.
Famintos e sedentos por justiça social
Conflitos de uma falsidade nacional .
Somos os sócios de uma s/a irracional?
Fome e Sede, flagelos sociais!
Tome e Vede, os elos cruciais!
Fomos todos apenados no conformismo desumano.
Somos todos responsáveis pelas mortes em cadeia.
Fomos todos acusados pela queda do ser humano.
Somos todos responsáveis pela água que incendeia
Elemento natural criado para apagar,
as chamas que consomem a nossa sociedade.
Está sendo adulterado para nos pagar,
o combustível que queima a nossa seriedade.
Fúria social muito mal conhecida.
Furiosa será se não for escutada .
Fúria social muito mal conhecida.
Furiosa será se não for executado...
 O plano que soluciona esse problema humano,
encravado eternamente em lemas do engano.
Mobilização em massa, idéias em alta escala,
Ferem sócios majoritários nos governos autoritários.
Indignação em massa, idéias que faltam fala,
Ferem sócios minoritários nos governos autoritários.
Falo sério e sem mistério essa fúria é social.
A revolta que jaz em volta não é nada pessoal.
A sociedade é culpada pelos flagelos que produz.

A fome, a peste, a morte e a espada nos revelam a culpada.

 

Os arcanos sociais só serão revelados
à medida que os corpos forem velados?
O armagedom deverá ser comparado,
à fúria social rebelada com o arado?