GERAÇÃO GENUÍNA
Gerados em larga escala, na escola de duas medidas.
Operados para desarticular a balança de duas medidas.
Gerados pela desigualdade de uma injustiça genuína.
Considerados injustiçados pelo caos que tanto contribui.
Com o agravamento da destruição encerrada na ruína.
Operados pela responsabilidade que o futuro lhes atribui.
Criaturas geradas no ventre incerteza,
Criaturas operadas pelas dúvidas possíveis.
Aviso importante, não entre sem ter certeza,
De que está sendo visto por olhos invisíveis.
Geração que não ignora as leis que lhe regem,
Com amor, saber e poder dos que agem.
Interação que não piora os que se elegem,
Como defensores daqueles que não reagem.
Geração que não despreza a sua valiosa fala.
Na escala social que menospreza quem reza ou cala.
Geração protagonista da história atual,
Em defesa das causas reveladas justas.
Na mesa em que as faltas são injustas,
Sobram motivos a se opor ao contratual.
Eis as leis do fim da ruína decretado pela causa genuína.
HOSPEDEIROS DE PARASITAS
O parasitismo habita em muitas mentes,
Sem sequer ser percebido pelo hospedeiro.
O parasitismo apita até deixá-las dementes,
Sem querer ser despedido do habitat derradeiro.
Quando muito copulam o corpo manipulam
Manipulam o corpo quando muito copulam.
Hospedes indesejados, invasores que querem ser cortejados.
Além de não serem festejados se recusam a pedir perdão por essa incômoda invasão antes de serem esquartejados.
As mentes não são esgotos para canalizarem merda mental.
Dementes não são os zigotos de uma espécie experimental.
Hospedeiros de parasitas mentais,
Por não ocuparem os cômodos da mente.
Hospedeiros de parasitas mentais,
Por não se preocuparem com os hospedes da mente.
Habitações feitas sem pedidos de licitações.
Íntimas invasões feitas sem prévias citações.
Habitantes que sofrerão as tais implicações.
Incitadas em meio às diversas complicações.
Não dê hospedagem, nem abra sequer uma passagem,
que abrevie a viagem ou alivie o peso qualquer bagagem,
contida em cada parasita mental considerado uma bobagem.
IGNORÂNCIA INVOLUNTÁRIA
Apenados pela imposição humana do saber.
Não é qualquer posição profana do conceber,
que é capaz de convencer com ditos de saber.
A cultura popular é um abismo vazio a se pular.
O fundo do poço é só o lugar onde se quebra o pescoço.
A sepultura nunca foi um solo infértil para se copular.
Afundo na sabedoria contida nas reações do alvoroço.
A agitação sobre o ignorado,
Aceitação de qualquer explicação.
O saber devia ser melhorado,
Opiniões embasadas sem complicação.
Baseados numa teoria impossível de ser explicada.
Em meados do terceiro milênio a sabedoria será resgatada.
Baseados numa categoria passível de ser aplicada.
Em meados do atual milênio a ignorância será desengatada.
Os homens só não são tão sábios,
por não saberem usar seus lábios.
Eles só não pararam de executar,
porque nunca souberam escutar.
Os lábios só serão silenciados,
para os ouvidos não licenciados
A indústria da ignorância tenta manter o povo alienado.
Enquanto a industria do saber alenta o poder do novo reinado.
Os sábios são os que sabem ser e os néscios não sabem o que são.
JUVENTUDE JORNALÍSTICA
Jovens que vem documentar diversos ângulos da história.
Juventude informada que vem mostrar à que veio.
Jovens que vem sacramentar os versos aos pulos na memória.
Juventude virtuosa que não vem em nome de um devaneio.
Jovens conscientes da necessidade pro médico dos pacientes.
Bens conscientes da necessidade de informar os mais eficientes.
Juventude jornalística em meio à nossa origem mística.
Jornalistas que examinam as minúcias das pistas.
Jornalistas que determinam as listas e seus relatos.
Jornalistas que examinam os fatos e ignoram os boatos.
Jornalismo juvenil sutil na viagem chamada idealismo.
Jornalismo que renuncia uma maquiagem do realismo.
Jornalismo observado sobre um vasto e imparcial panorama.
Jornalismo que denuncia os tributos do abuso que derrama.
A lama imunda que macula a honra da nossa verdade histórica.
A má fama que circula na hora da seriedade da nossa retórica.
Juventude jornalística que contraria a falsa estatística.
Virtude ritualística que traria um jornalismo instrutivo.
Juventude jornalística que contraria a falsa estatística.
Virtude ritualística que traria um idealismo construtivo.
Juventude jornalística, juventude vacinada,
contra a mentira ritualística,
em nome da verdade raciocinada.
LUTO
Abnegamos da tirania de um poder arrogante e absoluto.
Negamos a soberania de um poder ignorante que evoca o luto.
Anunciamos a moratória dos impostos arquivados.
Renunciamos a oratória dos indispostos e esquivados.
Eu sou da legião unificada e temperada pela opressão.
Estou em luto em nome das vítimas dessa maldita repressão.
Luto contra a pedância do poder humano absoluto.
Luto contra a arrogância do poder no engano soluto.
Luto contra um verbo astuto que quer ludibriar todo o povo.
Luto contra um verbo astuto que quer sombrear a luz de novo.
Luto contra a ditadura imposta pela guerra de Kosovo.
Luto contra um verbo prostituto,
Que quer agourar a gema do ovo.
Luto contra um verbo substituto,
Que quer degenerar a causa que promovo.
Luto contra uma postura que não gosta,
Dos frutos da terra os filhos do povo.
Anunciamos a vitória de um luto que nunca será arquivado.
Pronunciamos a história do absoluto que ficará esquivado.
Renunciamos a memória de um luto muito lamentável,
Mas não abriremos mão da vitória do povo convocado.
Pois o luto é a causa e o efeito do rentável equivocado.
Luto no ultimato ao anonimato.
Poesias produzidas há quinze anos atrás, 2001
Aos vinte anos essa era a tônica do meu pensamento
Tenho consciência da atualidade deste conteúdo e espero que sirva para mostrar que o descontentamento é antigo e agora que vai ser pedreira.
Poesias produzidas há quinze anos atrás, 2001
Aos vinte anos essa era a tônica do meu pensamento
Tenho consciência da atualidade deste conteúdo e espero que sirva para mostrar que o descontentamento é antigo e agora que vai ser pedreira.